A partir de hoje (4) candidato não pode mais inaugurar obras públicas. A legislação eleitoral proíbe. Nesta sexta-feira (3), os pré-candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) participaram pela última vez desses atos, inclusive em um mesmo município, Vitória de Santo Antão. Lá, João comandou evento em campo aberto, às margens da BR-232, e Raquel em um recinto fechado (confira abaixo trechos de vídeo de cada um deles).
As inaugurações são o energético eleitoral que os governantes adoram consumir: Ele dá musculatura ao candidato, garante visibilidade local e regional e gera mobilização e engajamento, tudo numa proporção que o simples ato partidário (sobretudo quando promovido longe do período eleitoral) não consegue replicar.

Isso faz uma diferença tremenda. Pode ser mera coincidência, mas reparem que as pesquisas com melhores resultados para Raquel começaram a sair justamente depois que João Campos deixou a prefeitura do Recife, em 2 de abril, e ficou de fora das frequentes inaugurações da gestão municipal.
Sem as inaugurações, a máquina pública é forçada a assumir lugar mais discreto no palanque.
O cenário muda e o placar é reconfigurado para o 0 x 0.
É quando chega a vez do vez do gogó e do carisma de cada um.



