O levantamento da Quaest, intitulado “O Brasil depois das urnas”, traz um resultado majoritariamente desfavorável para o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Para 62% dos brasileiros, a fuga dele para os EUA foi um erro, e para 56%, o motivo foi “fugir da Justiça”. A pesquisa, inédita, foi divulgada neste domingo (8) pelo jornal O Globo.
A Quaest dividiu em seis categorias os eleitores entrevistados: Geral, Lulistas, Esquerda não lulista, Eleitores Independentes, Bolsonaristas, Direita não bolsonarista.
Entre os que se definem como bolsonaristas, a fuga de Flávio Bolsonaro cerca de 48 horas após ser derrotado na eleição foi uma decisão correta (90%) e tomada para “se proteger de perseguição política” (93%).
Mas entre os eleitores da direita não bolsonarista, a decisão de fuga dividiu o bloco ao meio (45% julgaram a decisão como um erro e 46% como uma decisão acertada).
O diretor da Quaest, o cientista político Felipe Nunes, analisou o “racha” nesta direita não bolsonarista. “Essa divisão é um sinal importante de que há espaço para diálogo democrático com essa direita que não tolera questionamento ao resultado, que não compra a tese da perseguição e que não acha que sair do país foi a estratégia correta para quem deveria liderar a oposição”, disse ele, ao Globo. “Ao dividir a direita, Flávio abre espaço para que outras lideranças tomem a frente na condução da oposição nacional.”
“A pesquisa não indica que o bolsonarismo desapareceu com a derrota. Há um terço que ainda parece muito aderente às ideias e às narrativas. Mas esse movimento parece cada vez mais minoritário e com dificuldade de alcançar maiorias vitoriosas a curto prazo”, destacou Felipe Nunes.
Com informações de O Globo.



