Satisfação enorme rever o conterrâneo Geraldo Freire e participar do programa dele na Rádio CBN Recife, durante a entrevista do prefeito Victor Marques (PCdoB), nesta segunda-feira (13). Estive na companhia de Ricardo Dantas Barreto, do Blog Dantas Barreto, velho amigo das redações, e de Lucas Arruda, repórter da CBN sempre presente nas discussões da cidade e do estado.
O prefeito Victor Marques passou pouco mais de cinco anos como braço direito de João Campos (PSB). Assumiu o cargo no último dia 6 e já teve que entrar jogando, em virtude das consequências das chuvas daquele dia. Até então, ele mantinha a postura discreta que se espera de um vice, mas suas primeiras participações têm mostrado alguém com experiência da máquina e grande desenvoltura no discurso. Victor tem uma característica valiosa no perfil de um político: fala sorrindo.
Assumiu em um ano eleitoral, cujos efeitos, cedo ou tarde, respingarão na Prefeitura. “A eleição vai acalorar um pouco os ânimos. Mas aí é que é fundamental saber separar bem cada coisa. Tem que ter a hora de fazer política e a hora de cuidar da gestão”, disse ele na entrevista. “A gente precisar sempre tratar [divergências políticas entre gestores] com muita institucionalidade. Até porque as instituições ficam, a gente passa. Sempre esperem de mim muito equilíbrio, muito trato. Assim como João Campos sempre tratou isso com muita seriedade. Até porque o povo do Recife não pode ser punido por qualquer tipo de rinha ou confusão política”, completou.
Victor recebeu uma Prefeitura com muitas obras feitas, outras tantas prometidas e, o mais importante: cofres com boa saúde fiscal e capacidade de financiamento, conforme atesta o cobiçado Selo Capag B, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Ou seja: o futuro, hoje, sorri para o jovem prefeito. Mas que ele não se engane: a eleição da vez é a de 2026, porém a de 2028 é logo ali, e já deve ter gente (não necessariamente adversário…) de olho na sua cadeira — como, aliás, lembrou o próprio Dantas Barreto durante a entrevista.



