Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

Antônio Moraes, colunista política Betânia Santana e âncora Jota Batista, na Rádio Folha FM (Foto: Leôncio Francisco/Divulgação)

Aliança de Raquel com Túlio busca mostrar que a governadora é de centro, analisa Antônio Moraes 

A estratégia para a composição da chapa de Raquel Lyra (PSD) nas eleições de outubro visa construir uma imagem de moderação ideológica por meio do equilíbrio de forças, segundo a visão do deputado estadual Antônio Moraes (PSD).

Durante entrevista nesta segunda-feira (25) à Rádio Folha 96,7 FM, ele considerou que oposicionistas buscam carimbar a governadora como uma liderança de direita. O objetivo dessa ofensiva, de acordo com o deputado, seria provocar um desgaste junto aos eleitores do interior de Pernambuco, uma região onde o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é historicamente consolidado.

A governadora, porém, desenha uma coligação plural, afirmou ele, dando como exemplo a presença do pré-candidato ao Senado Túlio Gadêlha, um nome lulista, que deixou a REDE e hoje está filiado ao PSD.  

“O papel de Túlio é mostrar que Raquel é uma pessoa de centro, não é de esquerda, mas quer governar, e não quer fazer política por política”, afirmou Antônio Moraes.

O parlamentar também minimizou o fato de Raquel ter adotado uma postura neutra na disputa presidencial de 2022, assegurando que o posicionamento da época não abalou a cooperação institucional firmada com o Palácio do Planalto ao longo dos últimos três anos.

“Mesmo não declarando o voto a Lula, Raquel teve a competência de ir no primeiro dia de gestão dela para Brasília procurar o presidente, levar projetos e pedir a ele para que fizesse parcerias com Pernambuco. Então, isso é importante. Política se faz na época da política”, defendeu o deputado estadual.

Com informações da Folha de Pernambuco

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Foto de Vandeck Santiago
Vandeck Santiago
Jornalista e escritor