A Polícia Civil de Pernambuco ainda não aderiu a essa tendência, mas as corporações do Rio e São Paulo entraram no clima, e com sucesso. Nas duas capitais, policiais fantasiados de personagens do cinema, da TV e dos quadrinhos infiltraram-se em blocos e conseguiram prender criminosos em flagrante por furto e roubo de celulares e de clonagem de cartões de créditos. A tática deu certo e gerou uma onda de notícias positivas para ambas as instituições.
A iniciativa já havia sido aplicada no carnaval de 2025, e foi ampliada agora em 2026. Trata-se de uma medida de policiamento bem-sucedida para eventos com grandes multidões. A escolha dos pontos das “infiltrações” não é aleatória; baseia-se em inteligência e dados que apontam a maior incidência de delitos.
Enquanto o público foca na festa, os policiais disfarçados ficam atentos a comportamentos suspeitos, como indivíduos que monitoram constantemente as bolsas e celulares alheios.
Em entrevista ao jornal O Globo, a delegada Sandra Buzatti, coordenadora da ação pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da capital paulista, explicou a tática: “Eles se aproximam reiteradamente de vítimas distraídas, e tudo isso é analisado pelos policiais. Na nossa avaliação, o resultado é extremamente positivo porque essa estratégia tem aumentado as prisões em flagrante, reduzido os furtos e ampliado a sensação de segurança”.
O balanço parcial, contabilizado até este domingo (15), aponta a recuperação de mais de 70 celulares e a prisão de 47 pessoas em São Paulo. No Rio de Janeiro, onde a polícia também utiliza drones para suporte, foram 48 celulares recuperados e 243 prisões realizadas no mesmo período.
Entre os disfarces usados na operação estão o de figuras como Batman, Capitão América, Jason (de Sexta-Feira 13) e personagens do filme Os Caça-Fantasmas e das séries Powers Rangers, La Casa de Papel, Scooby-Doo e Chaves.
Curiosidade: uma pesquisa feita por este blog constatou que a prática de usar policiais fantasiados para combater o crime pode ter surgido no Peru, onde registros desse tipo de operação já chamavam a atenção em 2024.



