A resiliência da base eleitoral de Raquel Lyra (PSD) será testada esta semana.
O caso da laqueadura explodiu no exato momento em que os dois principais institutos de pesquisa do Brasil iniciam suas entrevistas em Pernambuco para nova rodada de pesquisas.
A Quaest deu largada à coleta de dados neste domingo (20) e segue com o trabalho até terça-feira (22), com divulgação prevista para a quarta (23). Já o Datafolha vai às ruas no dia 22 e apresenta os números na quinta-feira (24).
Em tese, os levantamentos da dupla de institutos já devem capturar a primeira onda de impacto da crise. Digo “primeira onda” porque, em episódios dessa natureza, o efeito sobre o eleitor nem sempre se mostra por completo nos primeiros movimentos. Ele matura e se consolida ao longo dos dias.
Nos últimos dez dias, a governadora teve de se defender em sucessivos cenários adversos: esteve em dois debates (em Caruaru, promovidos por rádios locais) e em sabatinas. Nesse roteiro, um ponto se destacou: a entrevista na TV Globo, no último dia 15, marcada por perguntas duras e na qual o desempenho de Raquel esteve muito na defensiva e sem as respostas mais sólidas.
A diferença fundamental entre a sabatina da Globo e as demais agendas está na escala de audiência e no público atingido. Transmitida em um noticiário vespertino da Globo, a entrevista alcançou um público geral e não apenas o das “bolhas”. E com repercussão também nas redes, porque cada pergunta-resposta gerou recortes recorte para lá.
Agora, para fechar o ciclo, o episódio da laqueadura ganha as redes e a imprensa nacional. Uma pauta que toca em um tema sensível (especialmente para o público feminino e movimentos sociais), de fácil compreensão e sobre a qual a própria governadora já reconheceu que errou.



