~ Do Jornal do Commercio ~
Parte do forro de gesso da biblioteca da Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam), no bairro do Espinheiro, cedeu e caiu próximo a alunos durante uma partida de xadrez, na tarde da última quarta-feira (8). Ninguém ficou ferido.
O incidente ocorre um dia após outro caso similar, na Mustardinha. Parte da estrutura de madeira do teto da Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva cedeu e as telhas caíram sobre os estudantes. Um professor e 5 alunos precisaram de atendimento médico.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver a parte interna da biblioteca da escola. A poucos metros de distância da mesa onde acontecia uma partida de xadrez, pedaços de gesso se acumulam no chão. O vídeo também mostra o buraco que ficou no teto.
O OUTRO CASO
Na terça-feira (7), 13 pessoas que participavam de uma atividade na área externa da Costa e Silva, na Zona Oeste do Recife, foram atingidas pelas telhas que caíram após a estrutura de madeira que as segurava ceder.
A aula acontecia do lado de fora da sala de aula devido às péssimas condições climáticas dentro delas. As janelas foram substituídas por estruturas fixas, numa adaptação para instalar aparelhos de ar condicionado. Entretanto, eles não foram instalados e o calor dentro das salas tornou-se insuportável.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), a escola da Mustardinha já recebeu R$ 242 mil para o reforço da sua cobertura.
O QUE DIZ O GOVERNO DO ESTADO SOBRE O DESABAMENTO NA ETEPAM
Por meio de nota enviada ao Jornal do Commercio, a Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (SEE) informou que a área foi imediatamente isolada e o reparo do forro está sendo providenciado.
Pontuou, ainda, que as aulas não foram suspensas, uma vez que o incidente não causou “prejuízo ao funcionamento da escola”. Ao longo desta quinta-feira (9), um engenheiro será enviado para avaliação da causa do ocorrido, bem como traçar ações de prevenção.
Acerca de ser o segundo caso em dias seguidos, a SEE afirma que “mantém um cronograma permanente de manutenção preventiva em toda a rede estadual de ensino, com inspeções periódicas realizadas por equipes técnicas de engenharia”.



