Marília Arraes (Solidariedade) anunciou neste domingo (1°) que será candidata ao Senado, assegurando que “não tem volta atrás”. A decisão significa que ela pretende disputar a vaga seja como integrante da chapa majoritária de João Campos (PSB), seja em uma candidatura avulsa.
Com Humberto Costa (PT) buscando a reeleição como nome oficial da chapa de João Campos, a manutenção de uma candidatura avulsa de Marília criaria um cenário inédito em Pernambuco desde a redemocratização: dois nomes de esquerda, da base da chamada Frente Popular, concorrendo simultaneamente ao Senado.
Petistas ouvidos em reserva pelo blog destacaram o risco eleitoral de divisão em uma disputa que deve contar com nomes fortes do centro e da direita, como o deputado Eduardo da Fonte (PP) e de um eventual candidato do bolsonarismo. Um episódio que costuma ser lembrado no PT é o das eleições no Rio, em 2022, quando dois nomes do mesmo grupo dividiram votos: Alessandro Molon (PSB) obteve 21,20% e André Ceciliano (PT) ficou com 12,08%. Como havia apenas uma vaga em disputa, o beneficiado foi Romário (PL), eleito com 29,19%.
“QUEM NÃO AGUENTAR A PRESSÃO, QUE FIQUE EM CASA”
Marília Arraes foi enfática ao anunciar sua decisão. “Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho o direito de fazer isso com mais de 40% da população de Pernambuco, que quer que a gente esteja no Senado”, disse ela, referindo-se aos percentuais obtidos nas últimas pesquisas de intenção de voto.
“A gente precisa ter força para aguentar a pressão. Quem não tiver força, que fique em casa. Quero que minhas três filhas escutem, lá na frente, que a mãe delas foi e é uma política que tem posicionamento, que respeita o povo de Pernambuco e a esperança das pessoas”, afirmou.
No anúncio, ela também ratificou seu apoio a João Campos para o Governo do Estado e a Lula para a Presidência. Atualmente no Solidariedade, Marília tem mantido conversas com lideranças do PDT, partido para o qual pode migrar.



