Nesta quinta-feira (4), durante agenda na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, o pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), enfatizou a urgência de estruturar uma estratégia de longo prazo para elevar a competitividade estadual frente aos próximos desafios econômicos e recolocar Pernambuco na liderança do Nordeste. Em reunião com lideranças empresariais e do setor produtivo, o socialista apontou que o crescimento estadual e a retomada do protagonismo de Pernambuco na Região exigem uma nova carteira de projetos focada em infraestrutura, atração de novos negócios e capacitação profissional. A recepção a João Campos foi conduzida pelo presidente da Fiepe, Bruno Veloso, e pelo vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Essinger, além de outros dirigentes.
Ao analisar o cenário nacional, João alertou para as consequências da reforma tributária na economia regional, reforçando que o estado precisa se antecipar a uma disputa fiscal mais acirrada entre as unidades da federação. “A gente precisa construir uma agenda de formação profissional, que hoje não está conectada no ambiente do estado de Pernambuco”, afirmou, propondo expandir para o âmbito estadual o modelo do Embarque Digital, programa de sua gestão na Prefeitura do Recife, para viabilizar dez mil vagas de formação superior em tecnologia em todo o estado.
O pré-candidato também criticou a atual gestão de Pernambuco, argumentando que as obras de infraestrutura rodoviária em andamento são heranças de planejamentos anteriores, o que evidenciaria a ausência de uma visão de futuro para o estado. Segundo ele, manter a área de influência econômica no Nordeste requer a ampliação de rotas logísticas.
“Hoje, da carteira de projetos de estradas, por exemplo, 97% do que está em obra ou foi inaugurado nos últimos três anos foram projetos feitos e concebidos até o final de 2022. Por que eu estou dizendo isso? Porque não foram projetados quais serão os próximos anos de investimento de obras e de conexões. A gente está falando da execução de uma carteira que já havia sido concebida, e 97% de todas as obras foram executadas dentro de uma carteira existente. Então, há uma necessidade latente da construção de um novo ciclo de desenvolvimento”, defendeu.
A discussão na Fiepe englobou ainda a importância de investimentos estruturais para atrair grandes empreendimentos. João Campos destacou a relevância estratégica da Transnordestina chegar ao Porto de Suape e reiterou que, se eleito, pretende assumir a construção e a concessão do trecho estadual da ferrovia para destravar o modal, proposta que já havia defendido em recente passagem pelo Sertão Central. “É fundamental a participação da sociedade civil e de instituições como a Fiepe nesse debate e que a gente tenha a capacidade de planejar, executar e deixar isso como um legado para Pernambuco, entendendo que isso é maior do que qualquer gestão. Esse debate precisa ser feito e vocês têm o meu compromisso de que estará na minha plataforma de governo”, concluiu.
Acompanhado pelo pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e pelo vereador Samuel Salazar (MDB), João Campos visitou o Observatório da Indústria do Senai. Na ocasião, comprometeu-se a estruturar o futuro governo do estado com base em dados técnicos e qualificados sobre a economia local, replicando a metodologia que aplica na capital pernambucana.



