Em cinco votações recentes, o bolsonarismo consolidou uma base de cerca de 30% dos votos válidos em Pernambuco. A conta inclui quatro turnos presidenciais e a disputa para o Senado em 2022. Nas duas últimas corridas ao Planalto no segundo turno, o grupo superou a marca de 1,6 milhão e alcançou até 1,79 milhão de votos no estado.

Já mostramos aqui no blog (https://blogdovandeck.com.br/a-formula-da-vitoria-para-o-senado-votacao-em-torno-de-25-e-estar-na-chapa-do-governador-eleito/) que o candidato ao Senado que, nas eleições com duas vagas, obtiver 25% dos votos válidos pode encomendar a roupa da posse. Desde 1986, nenhum candidato que se aproximou desse patamar deixou de ser eleito..
Outro padrão histórico: nas cinco eleições desde a redemocratização, com duas vagas, o candidato a governador funcionou como o grande eleitor, elegendo seus dois senadores em quatro dessas ocasiões.
Para o pleito deste ano, se a direita conseguir concentrar forças em um único nome, as chances de assegurar uma cadeira no Senado são elevadas.
O cenário impõe um desafio tático ao campo da esquerda: diante de uma base conservadora coesa, a pulverização de votos entre múltiplos nomes progressistas pode custar caro nas urnas?



