O corpo fala quando a campanha está em um bom momento: o cortisol dá uma trégua, a dopamina e a endorfina vão ao teto e o resultado fica evidente na postura do candidato.
Da mesma forma quando a situação é adversa: o rosto crispa com facilidade, a respiração fica ofegante nas falas e o raciocínio não vem com a mesma velocidade de antes.

Cada campanha tem seus trackings, o candidato sabe diariamente como está o humor na prática – e o corpo fala nas aparições públicas.
Quer ver essa química na prática? Observe os vídeos acima, que escolhi de dois momentos felizes dos principais candidatos ao governo de Pernambuco:
O primeiro de João Campos (PSD), semana passada, em São Caetano (no Agreste), após as pesquisas mostrarem a consolidação do seu crescimento e sua campanha entrar num visível clima de euforia.
O outro de Raquel Lyra (PSD), na abertura do São João de Caruaru, em maio, dois dias depois de o Datafolha mostrar que ela havia ultrapassado numericamente o adversário, contagiando toda a sua campanha.
Três meses separam as duas cenas. João protagonista em setembro; Raquel, em maio.
Daqui a duas semanas sai o veredito final.



