Os governos do Ceará e da Paraíba intensificaram suas agendas internacionais com o objetivo central de atrair novos investimentos da China para o setor de turismo. O movimento faz parte de uma estratégia para consolidar o Nordeste como destino prioritário do capital asiático, aproveitando a nova ofensiva do governo federal para promover grandes complexos de lazer e hotelaria no exterior.
Esse esforço regional ganhou um forte aliado na Ásia. Em uma movimentação estratégica para expandir a presença de turistas e investidores chineses no território brasileiro, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, apresentou em Xangai a versão em mandarim do Guia de Investimentos em Turismo no Brasil. O documento consolida um portfólio de projetos avaliado em cerca de US$ 4,5 bilhões.
O material foi desenvolvido por meio de uma cooperação técnica entre o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e a ONU Turismo. A publicação funciona como uma vitrine de negócios para conglomerados empresariais e fundos de investimento, mapeando oportunidades em todas as regiões brasileiras com foco em redes hoteleiras, infraestrutura de transporte, parques temáticos, o setor de cruzeiros e roteiros focados em ecoturismo.
No Ceará, o foco do setor privado e do governo está na atração de investidores para megaempreendimentos de hospitalidade e entretenimento, tendo como um dos grandes cartões-visitas o complexo do Hard Rock Cafe / Hotel em Fortaleza, que conversa diretamente com o perfil de consumo e lazer buscado pelos grandes grupos asiáticos.
Já a Paraíba aposta alto no Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa. Considerado o maior complexo turístico planejado do Nordeste, o projeto oferece uma infraestrutura robusta e terrenos estratégicos para a instalação de resorts de padrão internacional, parques aquáticos e centros de convenções, posicionando o estado como um empreendimento atrativo para os bilhões mapeados pelo novo guia.
Ao direcionar o foco para o Polo Cabo Branco e projetos de hotelaria de ponta, o Nordeste se alinha exatamente aos critérios do guia da ONU Turismo, que prioriza a geração de empregos imediatos no setor de serviços.
O lançamento da publicação em mandarim integra as ações do Ano Cultural Brasil-China 2026, marco que celebra cinco décadas de relações diplomáticas entre os dois países. A iniciativa ocorre em um momento de intensificação da agenda bilateral, impulsionada pela política de isenção recíproca de vistos e pela tentativa brasileira de atrair mais turistas chineses ao Brasil.
“Falar a língua do nosso parceiro é um gesto de aproximação. O turismo pode ser uma ponte para ampliar negócios, para o intercâmbio cultural e para investimentos de longo prazo”, afirmou o ministro.
Com informações da Agência Gov.



