O secretário-executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo do estado, Leonardo Machado Dias Pereira, foi exonerado após ter o nome envolvido em operação da Polícia Civil contra um suposto esquema de rachadinha e funcionários-fantasmas na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
O ato de exoneração, assinado pela governadora Raquel Lyra, saiu no Diário Oficial desta quinta-feira (16), com efeito retroativo ao dia anterior, quando a operação policial foi deflagrada.
Segundo as investigações, Leonardo e seu pai, Romário Dias, estariam à frente do esquema. Servidores nomeados chegavam a receber salários de até R$ 18 mil, mas eram obrigados a devolver quase a totalidade do valor, retendo apenas R$ 300 mensais para si. A estimativa inicial é de um prejuízo de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos, montante que pode chegar a R$ 6 milhões com o avanço das apurações, de acordo com a Polícia. Leonardo exerceu mandato de deputado estadual de 2015 a 2018 (PSB), e Romário, de 2019 a 2022 (PL).
Durante o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, os agentes encontraram em posse do ex-secretário-executivo dinheiro (aproximadamente R$ 120 mil em moedas estrangeiras variadas); prata (duas barras de prata avaliadas em cerca de R$ 100 mil); armamento (uma pistola com porte vencido e munições) e celulares.
O inquérito teve origem a partir de provas compartilhadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que inicialmente investigava irregularidades em obras de requalificação na BR-101. A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DECCOR), sob o guarda-chuva do DRACCO.
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