Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

Quadro das eleições pós-redemocratização em Pernambuco, com duas vagas para o Senado

Senado em Pernambuco: Governador eleito sempre levou as duas vagas ou ao menos uma 

Pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas neste sábado mostram os candidatos Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) liderando com ampla margem a corrida para o Senado. No Datafolha, a vantagem da dupla sobre o terceiro colocado, Mendonça Filho (PL), é de 13 pontos percentuais. Na Quaest, Marília abre 12 pontos de frente em relação a Mendonça, enquanto Humberto lidera com nove pontos de diferença. A margem de erro de ambos os levantamentos é de dois pontos percentuais.

Desde a primeira eleição estadual após a redemocratização, em 1986, o palanque vencedor na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas nunca deixou de ocupar ao menos uma das cadeiras no Senado nos pleitos em que duas vagas estavam em jogo, como agora.

Das cinco eleições com essa configuração disputadas de lá para cá, o grupo do governador vitorioso conquistou as duas vagas em quatro oportunidades. A única exceção ocorreu em 1994, quando o bloco do executivo estadual garantiu apenas uma das cadeiras e viu a outra ser ocupada pela oposição.

Até hoje, nunca um governador eleito perdeu as duas cadeiras para o Senado.

GOVERNO ESTADUAL

Para o governo, o Datafolha indicou um empate técnico nos votos válidos, com Raquel Lyra (PSD) somando 49% e João Campos (PSB), 48%. Já a Quaest apontou a governadora com 52% contra 47% do ex-prefeito do Recife.

Caso Raquel prevaleça e as projeções para o Senado se concretizem, será a primeira vez desde a redemocratização que o palanque vitorioso no Executivo não conquistará nenhuma das duas vagas na Casa Alta.

Por outro lado, se a vitória for de João Campos, o padrão histórico observado nas últimas décadas se manterá intacto.

Compartilhar: 

Foto de Vandeck Santiago
Vandeck Santiago
Jornalista e escritor