O ensino integral da rede municipal do Recife ganhou uma nova unidade nesta quarta-feira (25). Instalada em um casarão histórico no bairro da Várzea, a Escola Municipal de Tempo Integral (EMTI) atende inicialmente 144 estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental, distribuídos em quatro turmas. A cerimônia de entrega contou com a presença do prefeito João Campos (PSB), do vice-prefeito Victor Marques (PCdoB) e de outras autoridades.
“A cada ano a gente vai poder abrir novas turmas, chegando a mais de 500 alunos em educação integral nos anos finais, do sexto ao nono ano”, disse João Campos. “A gente tem um compromisso de fortalecer a educação integral e para isso é preciso o compromisso de reformar escolas, ampliar escolas, construir escolas, como a gente está fazendo aqui. Mais uma inauguração, mais uma escola entregue”, completou ele.
A EMTI ocupa uma área construída de 2.189,77 m² e fica nas proximidades da Escola Municipal Magalhães Bastos e da Escola Municipal Profissionalizante, consolidando um importante polo educacional na região. Segundo a Prefeitura, a estrutura foi planejada para garantir qualidade pedagógica e conforto tanto para os estudantes quanto para os profissionais de educação.
O espaço conta com salas de aula, biblioteca, auditório, laboratório de Ciências, sala de recursos multifuncionais, pátio coberto, refeitório, cozinha e salas administrativas, além de ambientes destinados à gestão, coordenação e professores.
Para a secretária de Educação do Recife, Cecília Cruz, a implantação da unidade simboliza um avanço na garantia de oportunidades. “Estamos transformando um espaço histórico em um ambiente de aprendizagem vivo, moderno e acolhedor. A ampliação do ensino integral é uma prioridade porque sabemos que mais tempo na escola significa mais aprendizagem, proteção social e oportunidades para nossas crianças e adolescentes”, disse ela.
HISTÓRIA SECULARInstalada em uma edificação construída entre 1897 e 1904, a nova escola funcionava originalmente como o “Azylo da Infância Desvalida de Ambos os Sexos”, sob responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia. O projeto une a preservação do patrimônio arquitetônico à modernização da infraestrutura, contando com pavimento térreo, primeiro andar e blocos anexos interligados por circulações cobertas.



