O grande crescimento de João Campos (PSB) na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) deu-se entre as mulheres: de uma disputa empatada no levantamento anterior, de 8 de setembro, que tinha Raquel Lyra (PSD) com 39% contra 38% de João entre o eleitorado feminino, o cenário sofreu uma virada.
João subiu para 43% das intenções de voto e Raquel caiu para 34% — nove pontos percentuais de diferença. Ou seja: entre as mulheres, o jacaré abriu a boca a favor de João.
A explicação para isso, segundo o diretor da Quest, Felipe Nunes, aponta para o vídeo em que a governadora aparece sugerindo a realização de laqueadura em uma gestante sem a autorização da paciente (“Faz sem ela saber!”, diz a Raquel Lyra na cena gravada).
A gravação tornou-se pública no domingo (dia 20). Como o campo da Quaest foi realizado entre os dias 19 e 22, o levantamento não captou o impacto integral do episódio na opinião pública (dos quatro dias de entrevistas, o caso só foi conhecido a partir do terceiro). Mesmo assim, já fez efeito.
RESULTADO GERAL
Na pesquisa estimulada para o governo do estado, Raquel Lyra recuou dois pontos em relação ao levantamento anterior (de 8 de setembro) e João Campos avançou dois.
A governadora e candidata à reeleição aparece com com 41% das intenções de voto (era 43% na anterior) e João com 39% (era 37%), em cenário de empate técnico.
A diferença entre os dois, que há um mês era de 8 pontos percentuais, agora é de apenas dois.
No comparação entre os três últimos levantamentos da Quaest no estado, João avançou três pontos percentuais e Raquel perdeu três pontos.
Confira os números:
25 DE AGOSTO (Diferença de 8 pontos percentuais)
Raquel: 44%
João: 36%
8 DE SETEMBRO
Raquel: 43%
João: 37%
A DE AGORA, 23 DE SETEMBRO (Diferença de 2 pontos percentuais)
Raquel: 41%
João: 39%
Em conjunto, os resultados indicam tendência de crescimento de João e de retração de Raquel.
Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-05671/2026.



