Se a eleição para o Senado fosse hoje, a esquerda estaria mais próxima de fazer dois senadores do que o centro e a direita de elegerem um, mostra a pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8).
A expectativa do grupo governista era de que ao menos um dos nomes apoiados por Raquel Lyra (PSD) para o Senado subisse nas pesquisas, impulsionado pelo desempenho da candidata ao governo.
Pouco mais de um mês depois das convenções, porém, os dois nomes da coligação da governadora para o Senado seguem estagnados na parte de baixo da lista, e pior: com números muito baixos, conforme a pesquisa Quaest. Eduardo da Fonte (PP) obteve 7% das intenções de voto (eram 6% no levantamento anterior, de 25 de agosto), e Túlio Gadêlha (PSD), 4% (eram 3%).
Na prática, ambos permanecem descolados dos índices alcançados pela governadora. É Raquel que não está pedindo votos para eles da melhor forma? Ou eles que não conseguiram ocupar os espaços? Ou a candidatura avulsa de Mendonça Filho (PL) canibalizou o voto do centro e da direita da governadora?
O fato é que a liderança da disputa para o Senado continua com Marília Arraes (PDT), que soma 17% e mantém estabilidade nos números. Na segunda colocação aparece Humberto Costa (PT), com 14%, figurando em empate técnico com a líder no limite da margem de erro, que é de três pontos percentuais. Os dois são os candidatos oficiais do presidente Lula e aguardam sua vinda ao estado para – como diria a IA – ganharem mais tração.
Mendonça Filho (PL) ocupa o terceiro lugar com 11%, também em situação de empate técnico com o candidato petista.
O cenário para o Senado em Pernambuco segue em aberto, considerando a pulverização de nomes, a presença de duas vagas em disputa e o histórico do eleitorado em definir por último o voto para senador.
Mas a baixa performance dos seus candidatos ao Senado é um sinal de alerta para a campanha de Raquel.



