Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

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Adolescente indiciado pela morte do cão Orelha disse que tinha ficado no condomínio, na piscina, mas polícia encontrou vídeo que mostra ele chegando e saindo (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina)

Polícia conclui inquérito e aponta um adolescente como responsável pela morte do cão Orelha 

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu a internação provisória de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis (SC), no último dia 4. Ele é um dos jovens que estava nos Estados Unidos durante parte das investigações. O inquérito policial do caso, concluído nesta terça-feira (3), apontou também a participação de quatro outros adolescentes na tentativa de afogamento do cão Caramelo, na mesma praia. Estes foram indiciados por maus-tratos ao animal. 

De acordo com os laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. O animal foi encontrado agonizando. Ele foi agredido por volta das 5h30, segundo a polícia. 

Entre as provas coletadas pela polícia está a roupa utilizada pelo jovem indiciado, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela polícia analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao cão Orelha. Oito adolescentes suspeitos foram investigados e 24 testemunhas ouvidas. 

Orelha recebeu uma pancada contundente na cabeça, informou laudo da Polícia Cientifica. Animal foi encontrado agonizando (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

CONTRADIÇÕES

Segundo o delegado Renan Balbino, o adolescente “em diversos momentos se contradisse e omitiu fatos importantes para a investigação”.

Um exemplo disso, mencionado pelo delegado: “O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio”.

As imagens, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia, afirmou o delegado. 

A roupa do adolescente, inclusive, foi um ponto importante na investigação. A delegada Mardjoli Valcareggi explicou que o jovem estava fora do Brasil até 29 de janeiro.

A polícia conseguiu monitorar a antecipação do voo para encontrá-lo na chegada ao aeroporto.

“Durante a abordagem, chamou atenção que um familiar tentou esconder um boné rosa na sua bolsa particular. Também durante a revista da mala desse adolescente, esse mesmo familiar apresentou um comportamento suspeito, ao falar que esse moletom teria sido adquirido na viagem”, declarou Mardjoli.

Essas roupas foram apreendidas. A delegada explicou que elas foram comparadas com a imagens que a investigação tinha do suspeito e foi possível identificar a roupa usada no dia das agressões.

A defesa do adolescente afirmou em nota que “informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”. 

Os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.

ADULTOS INDICIADOS

No caso do cão Orelha, três adultos (dois pais e um tio de um dos adolescentes suspeitos) foram indiciados pela Delegacia de Proteção Animal por coação de testemunha.

Com informações do G1 SC

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Foto de Vandeck Santiago
Vandeck Santiago
Jornalista e escritor