Estreia nesta quinta-feira (23), nos cinemas de Rio de Janeiro, São Paulo e circuito nacional, o documentário “O ano em que o frevo não foi pra rua”. Dirigido pela pernambucana Mariana Soares e pelo paulista Bruno Mazzoco, o longa-metragem aborda o silêncio, a saudade e a resistência da cultura popular após a suspensão inédita do Carnaval de Recife e Olinda durante a pandemia.
No Recife, haverá uma sessão especial para convidados no Cinema São Luiz neste sábado (25), às 19h, seguida de debate com os realizadores e mediação de Pedro Severien. Para os diretores, a exibição no icônico cinema da Rua da Aurora marca o ápice de uma jornada iniciada em 2021 para documentar a paixão do folião pelo frevo.
Filmada entre 2021 e 2023, a produção de 71 minutos registra o contraste entre as ruas vazias no auge da crise sanitária e a explosão emocional do retorno às ladeiras. A narrativa observa o impacto da ausência de sons e rituais coletivos, consolidando-se como um registro histórico sobre a espera e a força de uma das manifestações mais vibrantes do país.
O longa reúne depoimentos de figuras emblemáticas do carnaval pernambucano como o Maestro Spok, Fernando Zacarias, Carlos da Burra e Rudá Rocha, que celebra o legado de seu pai, Zé da Macuca. A cantora Nena Queiroga relata o abalo emocional de ver o Galo da Madrugada silenciado, simbolizando a pressão de imaginar a vida sem a maior festa popular do Brasil.
Premiado no Cine PE com o troféu de Melhor Trilha Sonora para Diogo Felipe, o documentário também integrou a programação do festival In-Edit Brasil. O projeto contou com patrocínio do BNDES e foca na preservação da memória cultural, reforçando o Carnaval como uma expressão indispensável de vida e futuro.



