O ex-prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB), organizou, neste sábado (2), uma videoconferência entre o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e sete prefeitos da Região Metropolitana e da Zona da Mata atingidos pelas fortes chuvas. A reunião foi conduzida a partir de Goiana, na Mata Norte, cidade que registrou mais de 200 milímetros de precipitação nas últimas 48 horas (o volume já é considerado crítico a partir dos 100 mm).
O objetivo central da articulação foi agilizar a liberação de recursos para obras preventivas e estruturantes via Novo PAC. “A hora é de trabalho conjunto para acolher e cuidar de nossa gente”, afirmou João Campos. Durante o encontro, ele se comprometeu a levar as demandas diretamente ao Palácio do Planalto.
“Ontem tive a oportunidade de falar com o presidente Lula, com o ministro Waldez Góes [Integração Nacional], e explicamos a situação que estava acontecendo aqui na Mata Norte e na Região Metropolitana”, relatou ele. “A gente vai consolidar tudo o que os municípios solicitaram e que têm cadastro já realizado no PAC para eu levar ao presidente Lula e pedir uma ação diante disso. Algumas coisas estão fora da alçada da Defesa Civil, mas, a partir do momento em que o registro e o cadastro são feitos, que há o decreto de emergência e um protocolo aberto, a gente sabe a sensibilidade do presidente Lula para poder autorizar essas intervenções junto ao PAC”, completou.
COMPARAÇÃO COM GOVERNO BOLSONARO
João Campos valorizou a pronta resposta da atual gestão federal, estabelecendo um contraponto com a experiência de 2022, quando era prefeito do Recife e o estado enfrentou chuvas que causaram 134 mortes. Na época, o presidente era Jair Bolsonaro.
“Nós não contamos com nenhum tipo de solidariedade institucional do Governo Federal, nenhuma governança montada naquele momento, nenhuma ajuda, nenhuma ligação de solidariedade”, relembrou João Campos. “E eu queria dar o testemunho da diferença que é. O presidente Lula, com 30 segundos de ligação, ele atendeu. Com dois minutos, o ministro Waldez retornou, o secretário Wolnei [Wolff, de Proteção e Defesa Civil Nacional] ligou e hoje a gente está aqui fazendo reunião, à tarde já tem reunião, à noite já vamos ter os planos de trabalho. A gente tem que saber reconhecer quem faz o bom dever. Então, quero deixar o meu abraço aos prefeitos, me solidarizar com eles e agradecer a pronta disposição da Defesa Civil nacional”, ressaltou ele.
PREFEITOS
Na reunião, o prefeito de Goiana, Marcilio Régio (PP), relatou a gravidade da situação local, com a subida dos rios Goiana, Tracunhaém e Tracunhaém-Mirim. “Tivemos mais de 220 milímetros de chuvas, tivemos alagamentos nos distritos e nas praias, o Rio Goiana subiu e afetou mais de 600 famílias. A situação de Goiana é muito difícil”, disse ele.
Além de Marcilio Régio e do secretário nacional Wolnei Wolff, participaram da videoconferência os prefeitos:
- Victor Marques (Recife – PCdoB)
- Vinicius Labanca (São Lourenço da Mata – PSB)
- Flávio Gadelha (Abreu e Lima – PSB)
- Carlos Santana (Ipojuca – Republicanos)
- Paulo Roberto Arruda (Vitória de Santo Antão – MDB)
- Marinaldo Rosendo (Timbaúba – PP)
Após o encontro, João Campos percorreu áreas alagadas em Goiana ao lado do prefeito Marcílio, onde conversou com desabrigados e equipes de resgate.



