Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

Política e economia de Pernambuco e do Nordeste

A entrada de Lula na disputa eleitoral de Pernambuco pode alterar o quadro que hoje se afigura de equilíbrio? (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Fim das convenções, times escalados, o que falta para começar o jogo? Falta este jogador aí entrar em campo

Passadas as convenções, cada coligação já montou seu time. Os jogadores receberam suas camisas e seguem em direção ao gramado. Todas as torcidas sabem que a partida será acirrada.

Mas falta a entrada em campo do principal jogador: o presidente Lula.

Por enquanto, ele cumpre o ritual de aquecimento. Sua participação pode ser o grande fator de desequilíbrio na disputa – emprestando sua imagem, capital político e presença nos gramados de todos os municípios do estado.

É consenso que o tamanho desse impacto depende de como ele entra no jogo. 

Se for apenas virtualmente, é uma coisa. Se for fisicamente, a história é outra, bem diferente. 

E se for fisicamente logo no primeiro tempo, o cenário muda mais ainda.

Os dois times queriam o seu passe, mas ele já avisou por qual equipe vai jogar.

Até a entrada dele, o jogo segue de um jeito. Quando ele pisar no gramado, o ritmo será outro.

O time dele vai ganhar? Sua participação será decisiva? O fato de na outra equipe também haver gente gritando por seu nome pode confundir a torcida? 

A partida vai durar dois meses. Só saberemos após o apito final.

Compartilhar: 

Vandeck Santiago é jornalista e escritor. Trabalhou na VEJA, Folha de S. Paulo e Diario de Pernambuco. Venceu 15 prêmios jornalísticos, entre os quais o Prêmio Esso, o Prêmio Embratel e o Prêmio BNB. É autor de “Pernambuco em chamas – A intervenção dos EUA e o golpe de 1964” (CEPE, 2016) e de “Josué de Castro – o gênio silenciado” (Instituto Maximiano Campos, 2008).