A senadora Teresa Leitão (PT), líder do governo no Senado, anunciou a distribuição nacional de panfletos informativos em todos os municípios que receberam obras do governo federal. A iniciativa busca dar transparência aos investimentos federais nas cidades e coibir uma prática recorrente: a omissão da participação da União por parte de lideranças locais durante a entrega de benfeitorias.
A revelação foi feita durante entrevista da parlamentar ao Podcast 9.1, da TV Guararapes, apresentado por este blogueiro e pelo jornalista José Gustavo (confira a entrevista completa aqui: https://www.youtube.com/@TVGuararapes)
“Nós estamos com um material muito interessante, que foi feito município por município”, informou Teresa Leitão. “É um panfleto distribuído à população mostrando tudo que foi feito pelo governo Lula naquele município. É muito recurso. Geralmente, no afã da inauguração, muitas vezes se esquece [de mencionar a participação federal na obra]. A gente já teve situação aqui onde a logomarca do governo federal foi coberta. Então, nos compete também dizer tudo que a gente está fazendo.”
A senadora também comentou o movimento do deputado federal Túlio Gadêlha, que deixou a Rede Sustentabilidade para filiar-se ao PSD (partido da governadora Raquel Lyra) e se lançar pré-candidato ao Senado. Teresa negou enfticamente qualquer articulação do Palácio do Planalto em favor da candidatura dele.
“Túlio tem uma influência muito pequena, é muito mais um meme”, afirmou Teresa. “Primeiro, não foi Lula quem pediu a ele para ser candidato. Isso é uma narrativa. Ele pode ter sido estimulado por um grupo de assessores, de ministros, que são mais próximos de Raquel. E aí não foi via Túlio, foi via Raquel. Agora, conversa com o presidente Lula não teve. Até porque eu me certifiquei, eu não ia estar dizendo uma coisa sem ter certeza. Lula recebeu Raquel, Lula recebeu Túlio para tratar da candidatura dele ao Senado? De jeito nenhum. Isso nunca foi tratado na esfera de governo. Pode ter sido informalmente, alguém que disse ‘Vá, Túlio, porque aí você dá um tom…’ Só que foi pior pra ele, porque precisou sair do campo dele, que era o da Rede/PSOL, para migrar para a direita.”



