O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o deputado federal reeleito André Janones nesta quinta-feira (29) para tratar da atuação do parlamentar na próxima legislatura. Apontado como opção para chefiar uma nova pasta, Janones declarou que acatará a orientação do Executivo, embora considere sua permanência no Legislativo mais estratégica.
As informações são do Correio Braziliense.
“Eu estou debaixo da liderança do presidente Lula. Então, eu não posso nem tomar a decisão de aceitar, nem a de não aceitar sem falar com ele. Eu preciso ouvi-lo primeiro e a gente vai entender onde que eu posso somar mais com o Lula 4”, disse ele a jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada.
Ao ser interpelado sobre a possibilidade de nomeação, o parlamentar indicou preferência pela manutenção do mandato na Câmara.
“Eu, por vontade própria, não entendo que um ministério é onde eu posso ajudar mais o presidente Lula”, respondeu. “Eu posso ajudar muito como deputado, acho que o presidente vai precisar de muita força no Congresso”, completou, mencionando a expansão da bancada de extrema-direita.
A indicação de Janones ao primeiro escalão ganhou espaço após sua coordenação do grupo “Exército do Lula” no WhatsApp durante a disputa de segundo turno nas redes virtuais, episódio associado ao resultado obtido pelo candidato eleito.
A proposta em debate no Executivo prevê a abertura de uma secretaria especial de Comunicação Digital com prerrogativas de ministério, cargo que exigiria o afastamento de Janones da atividade parlamentar.
O contexto assemelha-se ao do pleito de 2022, quando o deputado atou na militância digital em oposição a nomes como o deputado Nikolas Ferreira e o senador eleito Carlos Bolsonaro.
Naquela ocasião, a nomeação para a Secretaria de Comunicação Social (Secom) não se concretizou em razão de ressalvas internas do PT quanto à sua conduta e ao surgimento de acusações formais. Atualmente, projeta-se um convite para sua migração ao partido governista.



