A divisão cobrou um preço alto para Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (UB).
Personagens de uma peça sem final feliz na luta pelo Senado e Câmara Federal, os três acabaram derrotados.
Miguel ficou como suplente de deputado federal, atrás de Clarissa Tércio (PP), que conquistou oito mil votos a mais do que ele e ocupou a última das 25 cadeiras de Pernambuco na Câmara dos Deputados.
Mendonça e Eduardo tentaram o Senado e também ficaram de fora. Mendonça terminou em terceiro lugar, com 18,57% dos votos válidos, e Eduardo em quarto, com 13,84%. Divididos, perderam para Marília Arraes (24,97%) e Humberto Costa (27,19%).
O enredo que os levou à derrota começou com a falta de entendimento para a escolha do segundo nome ao Senado na chapa de Raquel Lyra (PSD).
Miguel, que alimentou durante dezenas de caminhadas e eventos a esperança de ser o ungido, teve de sair do páreo, e o fez contrariado. Resignou-se depois e agarrou a opção que surgiu: tentar um mandato de deputado federal.
Eduardo então assumiu o papel de protagonista rumo ao Senado.
E um terceiro personagem, que até então não tinha entrado na história, Mendonça Filho, enxergou naquele conflito uma brecha que lhe abria a oportunidade de também concorrer ao Senado, como candidato avulso.
Abraçados, naufragaram os três.
São todos personagens de destaque da política. Mendonça e Eduardo, deputados federais com uma trajetória nacionalmente bem-sucedida. Miguel, jovem liderança do Sertão. Um revés eleitoral não diminui o que são nem o que já fizeram. Conquistas relevantes os aguardam no futuro.
Mas hoje provam o sabor amargo da divisão.



