O caso da laqueadura em Garanhuns, no qual a governadora Raquel Lyra (PSD) foi gravada sugerindo o procedimento a uma gestante sem o consentimento dela, guarda curiosas semelhanças com a história de vida do presidente Lula, que chega amanhã (sexta, 25) a Pernambuco.
Confiram:
A mãe citada no vídeo da laqueadura tem sete filhos e está grávida do oitavo.
Dona Lindu, mãe de Lula, teve com o marido Aristides Inácio da Silva oito filhos que sobreviveram à infância em Pernambuco (outros dois morreram ainda bebês).

Na gravação de 21 de maio de 2025, feita durante a inauguração da UTI pediátrica do Hospital Dom Moura, uma mulher que conversa com a governadora fala de uma gestante que já tem sete “menino”. É em relação a essa gestante que Raquel, no vídeo, sugere a realização de uma laqueadura. “Faz sem ela saber”, diz a governadora, na cena gravada.
Lula foi exatamente o sétimo filho de Dona Lindu, entre os que sobreviveram à fome e à mortalidade infantil da época.
Para completar o cenário, a gestante do vídeo é de Garanhuns — mesma terra onde Lula nasceu, no antigo distrito de Caetés, em 27 de outubro de 1945.
Além disso, Lula poderia ter vindo a Pernambuco há duas, três semanas ou no mês anterior. Mas ele vai chegar aqui nesta sexta-feira, bem em meio à repercussão do caso.
São apenas coincidências, levantadas aqui numa reflexão puramente humana e simbólica, nada mais que isso.
Mas é até provável que, se for informado sobre o episódio, o presidente Lula se lembre de uma frase que costuma repetir, e que só se tornou possível porque, apesar de vir ao mundo numa família pobre e de oito filhos, ele sobreviveu para contar a história:
“Fui o primeiro da família a ter um diploma, o primeiro a ter um salário mínimo, o primeiro a ter uma casa. E o primeiro presidente da República. Por um futuro em que nossas crianças possam conquistar seus sonhos.”



