Passadas as convenções, cada coligação já montou seu time. Os jogadores receberam suas camisas e seguem em direção ao gramado. Todas as torcidas sabem que a partida será acirrada.
Mas falta a entrada em campo do principal jogador: o presidente Lula.
Por enquanto, ele cumpre o ritual de aquecimento. Sua participação pode ser o grande fator de desequilíbrio na disputa – emprestando sua imagem, capital político e presença nos gramados de todos os municípios do estado.
É consenso que o tamanho desse impacto depende de como ele entra no jogo.
Se for apenas virtualmente, é uma coisa. Se for fisicamente, a história é outra, bem diferente.
E se for fisicamente logo no primeiro tempo, o cenário muda mais ainda.
Os dois times queriam o seu passe, mas ele já avisou por qual equipe vai jogar.
Até a entrada dele, o jogo segue de um jeito. Quando ele pisar no gramado, o ritmo será outro.
O time dele vai ganhar? Sua participação será decisiva? O fato de na outra equipe também haver gente gritando por seu nome pode confundir a torcida?
A partida vai durar dois meses. Só saberemos após o apito final.



