A candidatura de Mendonça Filho ao Senado pelo PL vai trazer para as eleições de Pernambuco toda a propaganda bolsonarista e mais a presença física de Flávio Bolsonaro (porque ele terá um palanque aqui, e com certeza virá cumprir agenda no Estado).
O nome de Mendonça foi oficializado como candidato ao Senado na convenção do PL, nesta terça-feira (4), no Recife. O lançamento vai “nacionalizar” a disputa local, linha que está na contramão dos interesses da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Para a campanha dela, quanto menos se falar em eleição presidencial, melhor. Apostando na tática da neutralidade, o cenário ideal para Raquel seria uma disputa puramente “estadualizada”.
Já para o seu principal oponente, João Campos (PSB), é exatamente o contrário. A nacionalização projeta na eleição local a figura do antagonista-mor do bolsonarismo: o presidente Lula, principal apoiador de sua candidatura.
A presença de Flávio Bolsonaro e as bandeiras da direita bolsonarista expostas no centro dos debates e na propaganda de rádio e tv podem tornar-se um poderoso imã para atrair os alinhamentos nacionais do eleitorado, inviabilizando posturas de isenção e forçando os candidatos a se definirem de que lado estão na divisão ideológica que divide o Brasil.
Para Raquel, este cenário traz novas dificuldades para uma situação que antes já seria complicada: como fazer campanha sem demonstrar afinidade pública com o bolsonarismo, mas tendo o apoio dos principais nomes bolsonaristas do Estado?…



