A “resposta calada”, ou “silêncio estratégico”, costuma ser a primeira linha de defesa de um governo sob pressão diante de denúncias. É que a entrada em cena de um governante faz o assunto ganhar peso institucional, e, além disso, ninguém quer ter a imagem colada a notícias ruins. No máximo, os governantes soltam frases cifradas em eventos ou frases curtas em rápidas entrevistas, para evitar o rótulo de omissão.
A governadora chegou ao limite dessa estratégia. Ela resistiu o quanto pôde, mas a gravidade das denúncias de espionagem envolvendo a Polícia Civil a forçou a mudar de postura e partir para o embate direto.
Neste sábado (30), Raquel gravou um pronunciamento oficial. O movimento ocorreu no mesmo dia em que o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue a suposta espionagem da Polícia Civil de Pernambuco contra os irmãos Gustavo Monteiro (Secretário de Articulação do Recife) e Eduardo Monteiro (assessor), integrantes do governo João Campos (PSB).
O caso subiu de tom, e a “resposta calada” deixou de ser uma opção.



